 Sexta-feira, Abril 09, 2004
VAMOS LÁ, TODO MUNDO DIRETO PRA CASA NOVA!!!
Escrito por Bianca - - 9:23 PM
Razão ou Sensibilidade? Escolha e comente!
 Segunda-feira, Abril 05, 2004
Pessoal, anotem o novo endereço do Razão:
WWW.PROPAGANDOMS.COM/BIANCA
Ainda não está funcionando, mas se acontecer alguma coisa com esse aqui, já sabem onde me procurar a partir do próximo sábado, ok???
Escrito por Bianca - - 11:28 AM
Razão ou Sensibilidade? Escolha e comente!
Tô aqui só pra apresentar o blog de um casal de amigos que está babando pelo primeiro filhote: Léo e Cris, que aguardam ansiosos o Pedro, que chega em junho. Um amiguinho certo pro meu baby. Eu e Cris estudamos juntas o primeiro ano de Pedagogia e ela acompanhou toda a minha primeira gravidez. E eu também tô curiosa pra ver a carinha desse ilustre rapazinho que logo chegará! Acessem o blog e babem um pouco também!
E como prometido, até domingo que vem o Razão estará em endereço novo!!!
Até a próxima!
Escrito por Bianca - - 1:56 AM
Razão ou Sensibilidade? Escolha e comente!
 Sábado, Abril 03, 2004
Meus pais saindo de Cuiabá, de trem, comigo a tiracolo, no dia 11 de outubro, dia da divisão do estado. Na época, eu era uma inocente de 3 meses. Eu, acordando desesperada depois de ter sonhado que meus pais tinham ido embora e me deixado sozinha, aos 3 anos. Em Santos, um sofá de couro cor-de-rosa (coisas da época...) todo "pintado" de caneta azul por mim. Minha avó saindo comigo pra passear e todo mundo mexendo com "aquele bebê lindo" e eu rindo pra qualquer um (minha avó que conta). Já em São Paulo: Eu e Perla, minha irmã. E uma caixa enorme de brinquedos. Chegou Paloma, minha irmã, num dia que chovia, chovia, chovia... Minha avó plantou uma dália no jardim, que demorou "séculos" pra nascer. Eu achava que ela estava me enganando, que não tinha flor nenhuma ali. Mas tinha. E linda! A casa pegou fogo. Meu pai, comigo nos braços, se enroscou na cortina da porta (coisas da época...) e a gente não conseguia se soltar. E o fogo ali, queimando pertinho da gente. Minha mãe queimou o pé dela pra ajudar a gente. Mãe é mãe. Todo mundo acampado na casa da Vó Velha, minha bisavó. Eu não quis tomar leite puro, detestava e ainda detesto leite puro. Alguns dias por lá e voltamos pra casa, toda arrumada e pintada. Depois de um tempo, Franco da Rocha. A rua era sem saída, terminava em um bosque de eucaliptos. Fazíamos bolo de lama na rua. Ficavam perfeitos! Quase dava vontade de comer. Tinha um senhor que morava nos fundos da nossa casa e que parecia ter vivido a Abolição da Escravatura. Seu Chico. Minha avó criava um pássaro preto em casa, solto, que perambulava pelos cômodos. Depois, casa da Vó Velha de novo. Não sei por quê... Jardim da Infância. Era legal. Mas tinha 3 irmãos negros que estudavam na minha sala e todos tiravam sarro deles. O menino mais velho era carequinha, tinha um machucado na cabeça e usava boné. As crianças tentavam tirar o boné dele. Eu morria de raiva disso. Brincava com eles no recreio e sentava na mesma mesinha pra fazer as tarefas. No teatrinho do dia das mães, fizeram um bolo de mentira e eu fui a baunilha...
Depois mudei pra escolinha da Tia Nica. Uma professora aposentada, que montou uma sala nos fundos da sua casa. Lá aprendi a ler e a escrever com 5 anos. E o primeiro namoradinho: Rodrigo. Ele era louco por mim! Batia em qualquer um que me incomodasse. E me dava Ana Maria (um bolinho que era tudibom...) de presente. Depois, fui embora com minha família. Osasco. Um apartamento. Não tinha quintal, só um cubículo onde se lavava e estendia roupa. A diversão era fazer barraca de cobertas no quarto e montar uma casinha debaixo delas. E ler, ler, ler... Nosso vizinho era um dentista que tinha a cara do Superman. Foi meu primeiro amor impossível. Não pela diferença de idade, mas porque ele era noivo já, rsss....
Paloma, até aquele momento, com 2 anos, já havia levado não sei quantos pontos no rosto, queixo, canto da boca, testa, de tão arteira que era.
Fiz só 2 meses de primeira série. Eu já lia e escrevia, as outras crianças ainda estavam fazendo risquinhos, bolinhas, ondinhas... A professora, Tia Alcimar, montou um processo pra me mandar pra segunda série. Conseguiu. E a Tia Benedita me ajudava com os exercícios de reforço. E tinha o Fernando na sala. Minha paixãozinha da época. Ele nem tchum pra mim. Quando minha avó demorava pra me buscar, ficava na casa de uma amiga dela em frente à escola. Nice. Tinha 2 filhos, gêmeos, Diogo e Diego. Dei meu primeiro "beijo", aos 8 anos, não sei em qual deles... Mas os dois eram lindos, rsss....
Terceira série... Tia Leonor. Maravilhosa, inesquecível. Quando mudamos de Osasco, no meio do ano, ela me deu um livro de presente: "A Fada que Tinha Idéias". E eu me correspondi com ela até os meus 12 anos. Depois acabou, que pena...
Próxima casa: bairro do Ipiranga. Um sobrado, enorme. A dona da casa deixou uma estante cheia de livros lá. Li toda a coleção do Monteiro Lobato, Barsa, Compêndio de Educação Sexual, Psicologia, Suspense. Com 9 anos. O Colégio era o São Leopoldo, enorme também. Colégio particular, só tinha filhinho de papai lá... E eu, uma estranha no ninho. Um garoto paraguaio, o Sandro, que cursava a 4ª série se apaixonou por mim, hehehe.... Que podia fazer eu, se era tão maravilhosa? rssrsrsrsrsrsrs...... Mas ele era tímido até a raiz dos cabelos lindos. Tímido e lindo de viver. Aulas de inglês e pintura. Ah, balé também (quem diria que eu um dia fiz balé???)...
Meu pai casou de novo, desta vez na igreja, de papel passado, com direito a cerimônia, pompa, festa, assim como queria a noiva... Minha mãe, nesse tempo, tinha ido morar com a minha avó materna, em Birigui, interior de São Paulo, levando minha irmã Camila, recém-nascida... A separação, depois de 9 anos junto do meu pai... Foi melhor...
Isso tudo até os meus 9 anos...
Outro dia, eu continuo...

Escrito por Bianca - - 2:09 AM
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 Quinta-feira, Abril 01, 2004
Alexandre ensinou Beatriz a pegar no lápis para fazer seus rabiscos... E não é que a danada aprendeu? Com 1 ano e 4 meses, nada de pegar o lápis de qualquer jeito. Ela ajeita certinho entre os dedos, com toda a cerimônia e.... começa a sessão rabisco... Que pode ser na mesa, na cadeira, na perna, ou em um papel, se a gente tiver um pouquinho de sorte...
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Olha, eu adoro a mínha professora de Currículo Escolar, mas... para quê tanto gerúndio? Parafraseando-a: "Pessoal, num primeiro momento VAMOS ESTAR REVENDO o que foi o processo histórico do currículo, VAMOS ESTAR FAZENDO uma síntese de como foi a trajetória do significado de currículo e então, VAMOS ESTAR ANALISANDO os teóricos que participaram desse processo..." Oh, God! Será que ela não percebe? Ou será que eu sou chata mesmo? Ou será que eu sou muito chata? Vai ver essa é uma das minhas 597 manias... incuráveis...
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Hipácia, seus e-mails são mais gostosos que bombom de chocolate com licor de cereja (iihhh!) ! Tô adorando!
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O post anterior foi comprido, eu sei. Mas os comentários foram maravilhosos e eu adorei! Valeu a paciência, pessoal que leu!
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Piaget diz que é assim: "Você está lá no seu canto, ACOMODADO, achando que não tem mais nada de interessante pra fazer... Aí alguém vem e te dá uma informação nova. Essa informação nova faz seu cérebro chacoalhar, faz os neurônios ferverem. Se aconteceu isso, beleza! Você entrou no processo de ASSIMILAÇÃO do conhecimento. ASSIMILOU? Aprendeu..." Simples, né? Talvez... mas não deixa de ter um certo sentido. E é respeitável...
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Tô indo... Daqui a pouco, 7 da manhã, tenho consulta e mais umas injeções básicas pra tomar...

Escrito por Bianca - - 12:59 AM
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 Terça-feira, Março 30, 2004
O RETRATO
Cassandra, aos onze anos, cursa a 3ª série do Ensino Fundamental, em uma escola pública da periferia de Campo Grande. Se perguntarem a ela qual é o resultado da soma de sete mais um, talvez ela responda depois de vários segundos, em que tentou fazer a operação mentalmente. E há uma grande chance de que ela responda errado. Ainda é difícil para ela ler uma notícia de jornal, por exemplo, sem deixar de gaguejar, trocar letras. E além do mais, sem conseguir entender a mensagem ali inserida.
O mais curioso (?) nesse quadro é que, no próximo ano, Cassandra estará cursando a 4ª série do Ensino Fundamental... Ela é o retrato da situação de milhares e milhares de alunos da rede pública de ensino, que mesmo não tendo condições, não obtendo o aproveitamento da série, passam de ano, iniciando uma nova série, sem às vezes saber o básico. E crianças que até cursam a pré-escola em um estabelecimento particular aprendem muito, muito mais que Cassandra.
E ela, então, segue sua vida, freqüentando a escola, fazendo as tarefas, lendo sem entender, escrevendo sem interesse, fazendo contas sem saber da finalidade delas.
E de quem é a culpa? Parece até engraçado fazer essa pergunta, como se não se soubesse a resposta...
É muito fácil para o Governo mostrar a todos índices satisfatórios, com números surpreendentes de crianças matriculadas, estudando. Mas esse estudo é realmente o estudo que elas merecem? Na maior parte dos casos, não.
Esse estudo é um estudo de "segunda classe", estudo para preencher estatística somente, sem dar importância à qualidade do aprendizado da criança. Ou pior: sem dar importância à cidadania e ao futuro daquela criança.
Em casa, Cassandra não tem exemplos a seguir. Sua mãe mal escreve o próprio nome e não teria condições de ajudá-la a aproveitar melhor seu estudo. Não vê nenhuma vantagem em comprar um livro ou jornal sequer, para colaborar no ensino da filha. O que interessa a ela, estando Cassandra matriculada em uma escola pública municipal, é receber o benefício Bolsa Escola. Se a filha sabe ou não sabe, não compete a ela... O que interessa é que logo, logo, ela poderá trabalhar, fazendo uma faxina aqui e outra ali, para ajudar no sustento da casa. E se o estudo estiver atrapalhando, basta sair da escola. Afinal, para quê estudar, não é mesmo?
Pelo país afora, quantos pais não agem como a mãe de Cassandra? Quantas crianças como Cassandra são desrespeitadas com um ensino de má qualidade, sem compromisso com seu futuro?
Felizmente, muitos conseguem sair dessa situação e progredir nos estudos, avançando, mesmo com obstáculos tão difíceis. Muitos, porém, serão analfabetos (os tais analfabetos funcionais), mesmo não inseridos nos índices do Governo. E serão analfabetos sem saber que o são. Saberão o básico, para arrumar um serviço e anotar o recado dos patrões, com a caligrafia torta, indecisa... Estarão presos em um mundo limitado, sem expectativa. E estarão cada vez mais presos...
Resta apenas torcer para que Cassandra um dia desvie desse caminho, siga por um outro, muito mais proveitoso, onde encontre melhores oportunidades. Claro que esse caminho deverá ser descoberto por ela mesma.
Resta saber até quando o Governo se omitirá, escondendo uma situação que é realmente preocupante, manipulando dados que influenciarão tanto na vida e no futuro das crianças, que têm o direito de ser cidadãs e direito à uma educação de qualidade, acima de tudo.
Escrevi esse texto em 12.09.2002, para a disciplina de Produção de Texto do 1º ano de Pedagogia. Acreditem, Cassandra esse ano cursa a 5ª série. Adivinhem se ela progrediu alguma coisa? Pouquíssimo, pouquíssimo. Ainda tem uma leitura silabada, escreve palavras com letras trocadas e erra contas primárias, ensinadas geralmente na 2ª série. Não vê prazer nenhum em pegar um livro e descobrir toda a magia que há naquelas letrinhas... Eu conheço Cassandra, ela é sobrinha do Alexandre, filha de uma meia-irmã dele. Eu me sinto muito impotente nessa situação, pois tenho pouco contato com essa menina. A impressão que dá é que Arlete, sua mãe, quer mantê-la afastada do nosso convívio, pois teme que possamos "influenciá-la" demais... Arlete é tal qual eu a descrevi no texto. Acha o ensino uma coisa totalmente supérflua. Mal vê a hora da filha completar a idade para trabalhar. Acha um desperdício gastar dinheiro com caderno, caneta, lápis... Para ela, aliás, Cassandra teria mais serventia se ficasse o dia todo em casa, cuidando dos dois irmãos menores e arrumando a casa...
O problema não é o pouco estudo de Arlete. É sua falta de consciência mesmo... Minha mãe tem até a 4ª série do Ensino Fundamental, mas sempre encorajou todas as suas cinco filhas a estudar. A nossa matrícula e nossos materiais escolares eram sagrados pra ela. Se alguma de nós não quis seguir em frente, não foi por falta de incentivo dela. Sei que seu maior orgulho é dizer aos outros que tem uma filha cursando uma Universidade Federal.
Arlete não tem essa consciência. Não teve nem com ela mesma, quanto mais com os filhos! Espero um dia poder fazer alguma coisa. Espero que não seja tarde... E espero que Cassandra e seus irmãos consigam prosseguir, apesar de todas as dificuldades...
Escrito por Bianca - - 12:46 AM
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 Domingo, Março 28, 2004
LUZ, CÂMERA, AÇÃO!!!
Gente, acho que deu certo... Parece que consegui colocar o Roteiro no ar... digo "parece" porque não estou acreditando e gostaria que vocês dessem uma passada por lá, pra ver se está tudo OK... Vejam se as imagens estão aparecendo e tudo mais... Pra mim está, mas eu preciso de um OK de vocês pra ficar mais tranqüila, porque senão não tem graça, eu fico me achando a "poderosa" aqui e na verdade o site ficou uma meleca, hehehehe....
Então, cumpri o que havia prometido! Agora é só clicar no selinho e ver se vocês chegam ao novo Roteiro!
Beijos!
Ah, PS! Marcely, não estou conseguindo ver a barra de rolagem do post no seu blog, por isso não consigo chegar até a caixinha de comentários! Que será que houve???
Escrito por Bianca - - 3:15 AM
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